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Dra. Ananda Falcone

Neurologista

Tratamento de Parkinson e Distúrbios do Movimento em São Paulo

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Paciente com Parkinson em consulta neurológica em São Paulo

O que é Parkinson?

A Doença de Parkinson é uma condição degenerativa do cérebro relacionada à idade, em que algumas áreas do cérebro vão se deteriorando ao longo do tempo.

Ela ocorre quando certas células cerebrais — principalmente na substância negra, responsável pela produção de dopamina — começam a se degenerar ao longo do tempo.

Essa perda de dopamina causa os sintomas típicos da doença:

🔹 Tremores (geralmente em repouso, iniciando de um lado do corpo);

🔹 Rigidez muscular;

🔹 Lentidão dos movimentos (bradicinesia);

🔹 Alterações no equilíbrio e na postura.

Além dos sintomas motores, o Parkinson também pode causar alterações de sono, humor e olfato, entre outros sintomas não motores.

A maioria dos casos ocorre por razões desconhecidas, embora alguns possam ser hereditários. Atualmente, a doença não tem cura, mas existem diversas opções de tratamento que ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

💬 Se você ou um familiar notou tremores, rigidez ou lentidão de movimentos, procure um neurologista especializado em Parkinson para uma avaliação detalhada.

 

Por: Ananda Falcone 
RQE 199600

Neurologista Especialista em Doença de Parkinson em São Paulo

Causas da Doença de Parkinson

Na maioria dos casos, o Parkinson é idiopático, ou seja, não há uma causa única identificável. Acredita-se que fatores genéticos e ambientais possam contribuir para o surgimento da doença.

🔹 Parkinson idiopático

No tipo mais comum, o Parkinson está relacionado a um mau dobramento da proteína alfa-sinucleína, que se acumula nas células nervosas formando os corpos de Lewy. Esse acúmulo interfere na comunicação entre os neurônios e leva aos sintomas motores e cognitivos.

🔹 Parkinson genético

Apenas cerca de 10% dos casos são hereditários. Pesquisas identificaram mutações em genes como LRRK2, PARK2, PINK1 e SNCA, que podem causar formas familiares ou de início precoce da doença, geralmente antes dos 50 anos.

🔹 Fatores ambientais

Exposição a toxinas, pesticidas e metais pesados, além de traumas cranianos repetitivos, também pode aumentar o risco de desenvolver Parkinson.

🔹 Embora ainda não exista forma comprovada de prevenção, manter um estilo de vida saudável — com atividade física regular, sono adequado e acompanhamento médico periódico — pode contribuir para o bem-estar geral e neuroproteção

 

🔹 O Parkinson é contagioso?

Não. A Doença de Parkinson não é contagiosa e não pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

 

🔹 Quando procurar um neurologista

Procure um neurologista especialista em distúrbios do movimento se houver:

  • Tremor persistente em repouso;
  • Dificuldade para andar ou realizar tarefas simples;
  • Rigidez ou lentidão progressiva nos movimentos;
  • Dúvida sobre diagnóstico ou resposta irregular à medicação.

O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento adequado, preservar a autonomia e manter a qualidade de vida.

Por: Ananda Falcone 
RQE 199600

Neurologista Especialista em Doença de Parkinson em São Paulo

Sintomas mais comuns da Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson afeta principalmente os movimentos, mas também pode impactar outras funções do corpo. Reconhecer os sintomas precocemente é fundamental para um diagnóstico rápido e iniciar o tratamento Parkinson adequado com um neurologista especializado.

Os sintomas mais comuns incluem:

🔹 Tremores: movimentos involuntários, geralmente nas mãos, dedos ou mandíbula, que acontecem em repouso.

 

🔹 Rigidez muscular: músculos endurecidos ou tensos, dificultando movimentos naturais.

 

🔹 Bradicinesia: lentidão nos movimentos, tornando tarefas simples mais demoradas.

 

🔹 Alterações na postura e equilíbrio: dificuldade para manter a postura ereta e risco maior de quedas.

 

🔹 Alterações na fala e escrita: a voz pode ficar mais baixa ou monótona, e a escrita tende a se tornar menor e mais difícil de ler.

 

🔹 Sintomas não motores: alterações de sono, constipação, alterações de humor e diminuição do olfato.

 

🧠 Quando procurar um neurologista

Se você ou um familiar apresentam tremores, rigidez ou lentidão de movimentos, é importante buscar avaliação com um neurologista especializado em Parkinson. Um diagnóstico precoce permite iniciar tratamentos que incluem medicação, fisioterapia, terapias complementares e, em casos indicados, DBS (Estimulação Cerebral Profunda).

 

🧠 Importância do acompanhamento regular

O acompanhamento contínuo com um neurologista para Parkinson ajuda a monitorar a evolução da doença, ajustar medicações e planejar intervenções para melhorar movimentos, equilíbrio e qualidade de vida.

 

🧠 Sintomas mais comuns da Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson afeta principalmente os movimentos, mas também pode causar alterações em outras funções do corpo. Reconhecer os sintomas precocemente é fundamental para buscar avaliação com um neurologista especialista em Parkinson e iniciar o tratamento o quanto antes.

Os sintomas variam de pessoa para pessoa, e geralmente começam de forma leve e assimétrica (afetando mais um lado do corpo). Com o tempo, tendem a evoluir lentamente.

 Sintomas motores (de movimento)

🔹 Tremor em repouso

É o sintoma mais conhecido do Parkinson. Costuma começar em uma mão, braço ou mandíbula, e aparece quando o membro está em repouso. Pode diminuir durante o movimento ou o sono.

🔹 Rigidez muscular

Os músculos ficam tensos e duros, dificultando movimentos naturais e causando dor ou sensação de “travamento”. A rigidez pode afetar braços, pernas, pescoço e até o rosto.

🔹 Lentidão dos movimentos (bradicinesia)

O paciente sente-se mais lento para iniciar ou completar movimentos — vestir-se, escrever ou caminhar pode levar mais tempo. Essa lentidão é um dos sinais mais marcantes do Parkinson.

🔹 Alterações na postura e no equilíbrio

A postura tende a se inclinar para frente e há maior risco de quedas. O caminhar pode se tornar arrastado, com passos curtos e dificuldade de virar o corpo.

🔹 Alterações na fala e na escrita

A voz pode ficar mais baixa, monótona ou trêmula, e a letra se torna menor e difícil de ler (micrografia).

 Sintomas não motores

O Parkinson não afeta apenas o movimento. Antes mesmo dos tremores, podem aparecer sintomas sutis, conhecidos como sinais precoces:

🔹 Distúrbios do sono (como movimentos noturnos involuntários ou sonhos muito vívidos);

🔹 Perda do olfato (anosmia);

🔹 Constipação intestinal;

🔹 Alterações de humor, como depressão e ansiedade;

🔹 Fadiga e sonolência excessiva;

🔹 Diminuição da motivação (apatia);

🔹 Alterações cognitivas leves, em fases mais avançadas.

Esses sinais podem aparecer anos antes dos sintomas motores e ajudam o especialista a reconhecer a doença mais cedo.

🔹 Quando procurar o neurologista

Procure um neurologista especialista em distúrbios do movimento se você ou um familiar apresentar:

  • Tremores persistentes ou lentidão nos movimentos;
  • Dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia;
  • Rigidez muscular ou desequilíbrio frequente;
  • Alterações de sono, humor ou perda de olfato inexplicável.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento regular permitem ajuste personalizado das medicações, melhor controle dos sintomas e mais qualidade de vida.

🧠 Com tratamento adequado, fisioterapia e acompanhamento especializado, é possível manter independência e qualidade de vida mesmo com o diagnóstico de Parkinson.

 

Diagnóstico da Doença de Parkinson

O diagnóstico da Doença de Parkinson é principalmente clínico, ou seja, depende de uma avaliação detalhada por um neurologista especializado em Parkinson. O médico examina os sintomas, analisa o histórico médico e faz perguntas específicas para entender a evolução da doença.

Embora existam exames laboratoriais e de imagem, na maioria dos casos eles são usados apenas para descartar outras condições que possam causar sintomas semelhantes, conhecidos como parkinsonismos.

 

Como é feito o diagnóstico?

O neurologista avalia principalmente:

  • Tremores, rigidez e lentidão de movimentos (bradicinesia)
  • Alterações na postura, equilíbrio e coordenação
  • Sintomas não motores, como alterações de sono e humor

A observação desses sinais, combinada com o histórico clínico, geralmente é suficiente para confirmar o diagnóstico Parkinson.

 

Exames complementares

Em alguns casos, o especialista pode solicitar exames para descartar outras causas ou investigar condições genéticas:

Exames de imagem

  • Ressonância Magnética (MRI) e Tomografia Computadorizada (CT): verificam alterações estruturais no cérebro.
  • PET scan: avalia o funcionamento cerebral e a dopamina.

Testes genéticos

Podem identificar formas hereditárias da doença ou predisposição ao início precoce do Parkinson.

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Novos testes para diagnóstico precoce

O diagnóstico clínico da doença de Parkinson nem sempre é fácil, para isso o neurologista especializado pode precisar utilizar alguns exames adicionais para o diagnostico mais preciso. Alguns dos testes são:

  1. Ultrassonografia transcraniana (USG)
  • Avalia a hiperecogenicidade da substância negra, um achado frequente em pacientes com Parkinson.
  • Útil em casos iniciais ou incertos podendo diferenciar por exemplo Doença de Parkinson de Tremor Essencial
  1. Ressonância magnética de 3T para avaliação de neuromelanina e Nigrossoma 1

Permite visualizar diretamente a substância negra e sua concentração de neuromelanina.

  • A redução da neuromelanina é consistente com a degeneração dopaminérgica e ajuda a diferenciar Parkinson de outras síndromes parkinsonianas.
  1. Tomografia por emissão de fóton único (SPECT)
  • Avalia a captação de dopamina pelos neurônios da substância negra e corpo estriado.
  • Útil para diferenciar Parkinson de tremor essencial ou parkinsonismos atípicos, quando o diagnóstico clínico não é evidente.
  1. Ressonância magnética convencional
  • Exclui causas secundárias de parkinsonismo, como tumores, acidentes vasculares ou doenças estruturais.
  • Essencial para descartar outras condições antes de confirmar o diagnóstico.
  1. Biópsia de pele
  • Detecta depósitos de alfa-sinucleína, proteína que se acumula nos neurônios no Parkinson.
  • Principalmente utilizada em pesquisa ou em casos atípicos, complementando a avaliação clínica e de imagem.

Apesar de todos os avanços, nenhum exame substitui a avaliação clínica especializada. O diagnóstico de Parkinson continua sendo baseado na história detalhada, exame neurológico completo e observação cuidadosa da evolução dos sintomas.

Tratamentos e medicamentos para Doença de Parkinson

O tratamento da doença de Parkinson pode ser dividido em medicações que agem diretamente na doença e medicações que aliviam sintomas específicos.

  1. a) Medicamentos que aumentam dopamina
  • Levodopa: o mais eficaz, aumenta os níveis de dopamina no cérebro.
  • Pode ser combinado com outros fármacos para reduzir efeitos colaterais como náuseas e hipotensão.
  1. b) Agonistas dopaminérgicos
  • Simulam a dopamina, permitindo adiar o início da levodopa, especialmente em pacientes jovens.
  1. c) Inibidores da metabolização da dopamina
  • Evitam a degradação da dopamina, prolongando seu efeito.
  1. d) Inibidores da metabolização da levodopa
  • Mantêm a levodopa ativa por mais tempo, sendo especialmente úteis em fases avançadas da doença.
  1. e) Bloqueadores de adenosina
  • Auxiliam no efeito da levodopa, contribuindo para melhora motora.
  1. f) Tratamento de sintomas específicos
  • Disfunção sexual, fadiga, constipação, distúrbios do sono, depressão, ansiedade, demência, alucinações e psicose podem ser tratados com medicações específicas.

Mais sobre a Levodopa

A levodopa é o tratamento mais eficaz para a doença de Parkinson, sendo utilizada há décadas para controlar os sintomas motores. Separei as respostas para algumas das perguntas mais comuns que recebo no consultório

  1. Como a levodopa funciona?
  • A levodopa é convertida em dopamina no cérebro, substituindo a dopamina que os neurônios deixaram de produzir.
  • Isso melhora tremores, rigidez e lentidão de movimentos, os principais sintomas motores da doença.
  1. Quais são os efeitos da levodopa?
  • Redução do tremor, rigidez e lentidão.
  • Melhora da capacidade de caminhar, se levantar e realizar tarefas diárias.
  • Efeito rápido em comparação a outros medicamentos dopaminérgicos.
  • Melhora de sintomas não motores da doença
  1. Quanto tempo leva para fazer efeito?
  • Em geral, o efeito começa 30 a 60 minutos após a ingestão, podendo variar conforme a dose, forma farmacêutica e presença de alimentos no estômago.
  1. A levodopa deixa de funcionar com o tempo?
  • Não. A levodopa continua funcionando, mas à medida que a doença progride, os sintomas podem variar em intensidade ou reaparecer entre doses.
  • Flutuações motoras (“on” e “off”) refletem a evolução do Parkinson, não a ineficácia do medicamento.
  1. Quais são os efeitos colaterais mais comuns?
  • Náusea e vômitos.
  • Tontura ou queda de pressão ao se levantar (hipotensão ortostática).
  • Movimentos involuntários (discinesias) em uso prolongado.
  • Alterações de sono ou sonolência.
  1. Pode ser usado em combinação com outros medicamentos?
  • Sim. Medicamentos como inibidores de COMT ou MAO-B prolongam a ação da levodopa.
  • Agonistas dopaminérgicos podem ser usados para otimizar o efeito.
  • Medicações de uso habitual podem ser usadas em conjunto, com algumas exceções, por isso sempre informe seu médico sobre todas as medicações em uso
  1. Preciso tomar em horários exatos?
  • Sim. Respeitar horários e doses prescritas é essencial para manter o efeito estável e minimizar flutuações.
  1. Existe risco de toxicidade?
  • Em geral é uma medicação segura, mas para manter a segurança deve ser tomada da maneira exata prescrita pelo neurologista
  1. O que fazer se os sintomas voltarem entre doses?
  • Isso pode indicar progressão da doença, não falha da levodopa.
  • Possíveis estratégias:
    • Ajustar doses e horários.
    • Associar outros medicamentos dopaminérgicos.
    • Avaliar indicações para estimulação cerebral profunda ou terapias complementares.

Tratamentos para Doença Avançada de Parkinson

Quando a doença de Parkinson progride, os sintomas motores e não-motores podem se tornar mais complexos e menos controláveis apenas com medicação oral. Nessa fase, o objetivo do tratamento é manter a mobilidade, reduzir flutuações motoras e melhorar a qualidade de vida.

  1. Ajuste e combinação de medicações
  • Em fases avançadas, a levodopa continua sendo o principal tratamento, mas frequentemente é necessário fracionar doses ao longo do dia ou combiná-la com outros fármacos:
    • Agonistas dopaminérgicos
    • Inibidores de COMT e MAO-B
  • O ajuste fino das medicações ajuda a reduzir períodos de “off” (quando os sintomas reaparecem) e discinesias.
  1. Terapias cirúrgicas
  • Estimulação cerebral profunda (DBS): indicada para tremor refratário ou flutuações motoras incapacitantes.
  • Terapias com Lesões pelo Ultrassom Focado (HIFU)

 

  1. Terapias Infusionais 
  • Existem tratamentos de infusão contínua de levodopa ou apomorfina. No Brasil com a perspectiva de em breve iniciarmos a infusão subcutânea de foslevodopa
  1. Controle de sintomas não-motores
  • Depressão, ansiedade, distúrbios do sono, constipação e disfunção autonômica requerem tratamento específico e individualizado, muitas vezes com apoio multidisciplinar.
  1. Abordagem multidisciplinar
  • Fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia desempenham papel crucial para manter independência e qualidade de vida.
  • O acompanhamento de nutricionista e psicólogo também é importante, considerando a complexidade da doença avançada.
  1. Tratamentos experimentais
  • Transplante de células-tronco: substitui neurônios dopaminérgicos danificados.
  • Terapias genéticas: corrigem mutações associadas ao Parkinson e podem potencializar efeitos da levodopa.

Estimulação cerebral profunda (DBS)

  • Técnica avançada que utiliza um dispositivo implantado para enviar corrente elétrica ao cérebro, modulando áreas afetadas pela doença.
  • Reversível, diferente de cirurgias de lesão cerebral 
  • Indicada em fases avançadas ou quando tremores não respondem às medicações.
  • Produzem Resposta duradoura de melhora de sintomas motores em média de 70% 
  • Produzem melhora de sintomas não motores como sono, dor e humor
  • Não são indicados para pacientes com idade avançada ou com problemas de memória
  • Não mudam a progressão da doença, mas melhoraram a qualidade de vida 
  • Estudos de longo prazo mostram que pacientes com DBS apresentam mais funcionalidade e qualidade de vida após 10 anos da cirurgia comparados a pacientes que não realizaram o procedimento
  • Não é um substituto da medicação, é um tratamento adicional
  • Etapas da indicação, cirurgia e ajustes pós cirúrgicos devem ser rigorosamente seguidas para o sucesso da terapia 
  • A cirurgia cerebral é realizada apenas uma vez 
  • A troca de bateria recarregável é aproximadamente cada 15 anos e as não-recarregáveis a cada 3 a 5 anos, mas este é um procedimento simples, apenas sob a pele 

Dicas para pacientes e familiares com Doença de Parkinson

O que todo paciente e familiar precisa saber sobre a Doença de Parkinson

Viver com a Doença de Parkinson é um desafio que envolve tanto o paciente quanto sua rede de apoio. Com informação, rotina estruturada e acompanhamento neurológico especializado, é possível manter autonomia e qualidade de vida por muitos anos.

Entenda a doença e o tratamento

O Parkinson é uma doença neurológica crônica e progressiva, causada pela degeneração de neurônios produtores de dopamina. O tratamento busca repor essa substância, sendo a levodopa o principal medicamento.
Com o avanço da doença, ajustes de dose e horários tornam-se fundamentais — e o sucesso do tratamento depende muito da regularidade e precisão na medicação.

Dica prática: use alarmes, planilhas ou aplicativos para manter o controle das doses e anote sintomas como tremor, lentidão ou discinesias para discutir com o neurologista.

A importância da atividade física

A atividade física regular é um dos pilares do tratamento da Doença de Parkinson. Exercícios como caminhada, dança, pilates, hidroginástica ou fisioterapia ajudam no equilíbrio, na força muscular e até na cognição.

Sempre procure profissionais com experiência em pacientes com Parkinson, que saibam adaptar os movimentos de forma segura e eficiente.

Alimentação e rotina diária

  • Prefira refeições leves, equilibradas e bem hidratadas.
  • Evite consumir alimentos ricos em proteína (carne, leite, ovos) próximos ao horário da levodopa, pois podem interferir na absorção do medicamento.
  • Mantenha uma rotina de sono regular — o descanso influencia diretamente nos sintomas motores e cognitivos.

Saúde emocional: cuidar da mente também é tratamento

O Parkinson pode afetar o humor, o sono e a motivação. A depressão e a ansiedade são comuns e devem ser tratadas com a mesma atenção dada aos sintomas motores.
Terapia, meditação, atividades prazerosas e o suporte da família fazem parte do tratamento.

O bem-estar emocional é tão importante quanto o controle motor.

Segurança em casa e prevenção de quedas

Pequenas mudanças fazem grande diferença:

  • Retire tapetes e objetos soltos do caminho.
  • Mantenha iluminação adequada em corredores e banheiros.
  • Instale barras de apoio e use calçados firmes e antiderrapantes.

Essas medidas simples reduzem o risco de quedas e preservam a autonomia do paciente.

Cuidados com cuidadores e familiares

Cuidar de alguém com Parkinson é um ato de amor — mas também exige autocuidado. Dividir tarefas, descansar e buscar grupos de apoio a cuidadores é essencial para evitar sobrecarga física e emocional.

 Em resumo

Viver com a Doença de Parkinson é um processo de adaptação contínua.
Com acompanhamento médico especializado, tratamento individualizado e o suporte da família, o paciente pode manter qualidade de vida, independência e bem-estar emocional.

Cada ajuste na rotina — do horário da levodopa à prática regular de exercícios — é uma forma concreta de cuidar do cérebro e do corpo.



Qual é a diferença entre Doença de Parkinson e Parkinsonismo?

Entender a diferença faz toda a diferença

Muitas pessoas usam os termos “Doença de Parkinson” e “Parkinsonismo” como se fossem sinônimos — mas, na verdade, eles não significam a mesma coisa.
Saber diferenciá-los é importante para entender o diagnóstico e o tratamento mais adequado.

🔹 O que é a Doença de Parkinson?

A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa primária, causada pela perda progressiva de neurônios que produzem dopamina, principalmente em uma região do cérebro chamada substância negra.

Essa perda leva aos sintomas clássicos:

  • Tremor em repouso (geralmente começando em um dos lados do corpo);
  • Lentidão dos movimentos (bradicinesia);
  • Rigidez muscular;
  • Alterações no equilíbrio e na postura.

A Doença de Parkinson é crônica, progressiva e idiopática, ou seja, sem uma causa externa identificável.
Ela costuma responder muito bem à levodopa, que repõe a dopamina no cérebro — esse é um dos principais sinais que ajudam no diagnóstico.

🔹 O que é Parkinsonismo?

O termo Parkinsonismo não é um diagnóstico, mas sim um conjunto de sintomas que se parecem com os da Doença de Parkinson.
Ele pode ter diversas causas, e nem sempre está ligado à degeneração dopaminérgica típica do Parkinson idiopático.

As principais causas de Parkinsonismo incluem:

  • Parkinsonismo secundário a medicamentos, como antipsicóticos e alguns antieméticos;
  • Parkinsonismo vascular, por múltiplos pequenos AVCs;
  • Parkinsonismos atípicos, como atrofia de múltiplos sistemas (AMS), paralisia supranuclear progressiva (PSP) e degeneração corticobasal (DCB);
  • Exposição a toxinas ou traumas repetitivos.

🔹 A principal diferença

A Doença de Parkinson é uma das causas de Parkinsonismo, mas nem todo Parkinsonismo é Doença de Parkinson.
Ou seja:

  • No Parkinson idiopático, há degeneração específica de neurônios produtores de dopamina.
  • Nos Parkinsonismos secundários ou atípicos, há outras causas que produzem sintomas semelhantes, mas com mecanismos diferentes e resposta menor à levodopa.

🔹 Como o neurologista diferencia

O diagnóstico é essencialmente clínico, mas o neurologista pode utilizar exames para ajudar:

  • Ressonância magnética de alta resolução (para descartar lesões vasculares ou degenerativas atípicas);
  • SPECT, que avalia o transporte de dopamina e ajuda a diferenciar Parkinson de outras causas;
  • Ultrassom transcraniano e ressonância com contraste de neuromelanina, que identificam alterações na substância negra;
  • Biópsia de pele, em casos específicos, para detectar o acúmulo da proteína alfa-sinucleína.

Essas ferramentas complementam, mas não substituem o exame clínico detalhado feito por um neurologista experiente.

🔹 Por que isso importa para o tratamento

Identificar corretamente se o quadro é Doença de Parkinson ou outro tipo de Parkinsonismo muda completamente a estratégia terapêutica e o prognóstico.
Enquanto o Parkinson responde muito bem à levodopa e pode ter indicação de estimulação cerebral profunda (DBS) nas fases avançadas, os Parkinsonismos atípicos podem não ter a mesma resposta e exigem outras abordagens.

🔹 Em resumo

Característica

Doença de Parkinson

Parkinsonismo

Causa

Degeneração dos neurônios dopaminérgicos (idiopática)

Secundária a medicamentos, AVC, toxinas ou outras doenças

Resposta à levodopa

Boa

Parcial ou ausente

Evolução

Lenta e previsível

Mais rápida e variável

Diagnóstico

Clínico, com apoio de exames funcionais

Clínico, com investigação da causa subjacente

🔹 Quando procurar o neurologista

Procure um neurologista especialista em distúrbios do movimento sempre que houver:

  • Tremores, rigidez ou lentidão nos movimentos;
  • Queda frequente ou desequilíbrio;
  • Dúvida sobre o diagnóstico ou resposta irregular à levodopa.

Um diagnóstico precoce e preciso permite tratamentos personalizados e melhora significativa na qualidade de vida.

Por: Ananda Falcone 
RQE 199600

Neurologista Especialista em Doença de Parkinson em São Paulo

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